quinta-feira, 29 de agosto de 2024

Zé Caipora - Capítulo 8


 CAPÍTULO 8


Consequências imprevistas de suícídio-

 ducha. O negócio complica-se!







Zé Caipora - Capítulo 7


CAPÍTULO 7


Zé encontra um cúmulo em seu caiporismo.



 




Zé Caipora - Capítulo 6

 


CAPÍTULO 6


Onde Zé reconhece a conveniência de refletir em tempo











Zé Caipora - Capítulo 5

 

CAPÍTULO 5


Da influência de uma mulher escamada

 sobre o destino  de um homem pacato.







Zé Caipora - Capítulo 4

 


CAPÍTULO 4


Onde fica provado que uma boa

 esfregação  de arnica vale mais 

do que três médicos...








Zé Caipora - Capítulo 3




Zé é convidado a jantar em casa da baronesa de ...
Chuviscava; Zé receando constirpar-se, apanha um chapéu que os carnavalescos abandonaram por ocasião do sarilho. Por várias vezes tenta sair do esconderijo.
O medo, porém, de ser descoberto pela polícia o faz entrar de novo. Zé lastimava a sua sorte de ver-se transformado em cágado, quando de repente apareceu um cachorro a espiá-lo.
Incomodado com tal visita, Zé arma-se de coragem e enxota o cão com uma máscara e um bastão que apanha a toda pressa.





Zé Caipora - Capítulo 2


Zé fica convencido de que um primo é muito pior 
e mais funesto do que um limão de cheiro.
- Zé entra na sala de jantar. Uma gargalhada geral o recebe. Porém, criando ânimo e com um sorriso meio amarelo, resolve-se afinal a sentar-se à mesa.
- Ao seu lado está a sua “ela”. Pela mais gentil e extremada galanteria, ele procura fazer esquecer a bizarria da sua toalete, e de tudo oferece a sua “ela”, que recusa muito secamente.
– Zé nota que ela presta a um primo, que está do outro lado, interessada atenção.
– Estes primos!
No entanto pensa consigo: ela me disse, outro dia, que o achava tolo e não podia suportá-lo.
– Oh! as mulheres!
Zé começa a encavacar seriamente com o colóquio entre os primos, que de vez em quando abafam gargalhadinhas de mofa.
– Falam de mim com certeza... mas é preciso disfarçar e mostrar que não dou cavaco. Vou oferecer qualquer coisa.
E pegando nuns “croquetes” de camarão... Por fatalidade a manga do paletó, demasiado larga, foi de encontro a uma garrafa de Bordeaux que tombou 
e quebrou-se, inundando a toalha e salpicando de vinho o vestido da sua amada! Zé, não podendo reprimir um movimento de espanto, bate com o braço numa compoteira de doce de calda, que esparrama-se todo sobre o vestido da senhora baronesa! “Tableau!”
Zé, compreendendo que não havia desculpa possível, tratou de se pôr ao fresco e embarafustou pela porta, esbarrando com um criado que trazia o peru!
Peru e Zé rolaram pela escada abaixo.
Uma vez na rua, Zé correu para apanhar um bonde. Um urbano, que tomara as nódoas de vinho por manchas de sangue, seguiu-o apitando.
Zé não tardou a ser preso. Debalde protesta que não cometeu assassinato algum. Zé é levado para o xadrez.
A estação, este declara-lhe, sorrindo, que reconhece perfeitamente que Zé não é nenhum criminoso, mas simplesmente um bêbado.
 – Bêbado é ele, disse Zé para o oficial, e dando um valente pontapé na mesa,
pulou fora da estação e deitou a correr levando todos os urbanos atrás de si.
Chegando à esquina de uma rua, topou com um zé-pereira que ia passando e tal era a velocidade da corrida, que furou um bombo.
Os urbanos apareceram logo. Houve grande sarilho e todos os membros do zé-pereira foram
levados para o xadrez, abandonando no campo de batalha vários troféus carnavalescos e o bombo julgado imprestável.
Vinte minutos depois surgiu de dentro uma cabeça!


***

 Fim  do Capitulo 2 



Zé Caipora - Capítulo 1

 

Zé é convidado a jantar em 
casa da baronesa de ...

– Vê lá! Se me faltar algum botão quebro-te a cabeça! 
– Não falta, não sinhô.
– Digam lá o que quiserem, mas um colarinho bem engomado e uma gravata bem posta é meio camin-ho andado na mais difícil conquista. Hoje, com cer-teza, ela declara-se!
– Estou esplêndido! Quem ousará resistir-me? Que tal me achas, João?
– Está bonito, sim sinhô.
Antes de sair, Zé ensaia, ao espelho, o melhor modo de entrar no salão da senhora baronesa e de cumprimentar as damas que lá estiverem, sobretudo a sua “ela”, para quem toda a elegância é pouca e que presentemente é representada por uma cadeira.
Depois de ter estudado várias posições elegantes.
Zé sai de casa muito satisfeito de sua vida e de seus colarinhos e mete-se num bonde de Botafogo.
João também sai e vai direitinho para a venda contar à criadagem da vizinhança tudo quanto seu amo fez.
Zé apeia do bonde e dirige-se para o palacete da baronesa, onde o seu coração e o seu estômago devem, nesse dia, palpitar de contentamento.
– Esse tipo está mesmo a pedir um limão, disse uma jovem...
E zás!...  
Nota do blog: Nesse momento se comemorava o carnaval!
– Ora po...co! 
– Atrrrevidas! Grrrrandísssimas...etc.!
A resposta à descompostura não se fez esperar.
Zé ficou num estado desgraçado! Vendo assim afogados a sua elegância e os seus castelos, correu a esconder-se no portão do palacete que estava perto, para ali esperar por um tílburi que o levasse para sua casa.
O barão, que presenciara a molhadela, desceu e instou para que Zé subisse.
– Mas nesse estado?
– Eu dou-lhe roupa para se mudar!
E quase arrastado Zé subiu. Por maior caiporismo, toda a família estava no patamar da escada! Zé pensou que subia ao patíbulo!
O barão levou-o para o seu quarto de vestir e deu-lhe a sua roupa. Zé estremeceu ao contemplá-la!
Depois de vestido, ele olha para o espelho e fica horrorizado!
– Quer seco, quer molhado, estou de uma elegância espantosa!
Zé amaldiçoa a sua sorte e julga-se o mais caipora dos mortais!
– Ter-me ensaiado 2 horas antes, a deitar elegância para ela, e ver-me agora nesta triste figura!
– Vamos jantar.
A palavra jantar fez o efeito de um pilha elétrica. 
– Pelo amor de Deus, não me obrigue a esse sacrifício...
–  Sacrifício?
–  Estou indecente...
–  Indecente? Com a minha roupa?
–  Não é isso; perdoe... é que...
– Ora, deixe-se de luxo e vamos comer.
Não podendo resistir, Zé é arrastado para a sala de jantar.

***

 Fim  do Capitulo 1